Creepygeek | Na (in)segurança do meu quarto

A noite costuma parecer tranquila, mas nunca confie totalmente no que você vê. Às vezes os cantos do seu quarto guardam segredos que você jamais imaginaria, e a rotina mais simples pode se transformar em algo perturbador em segundos. O que você considera seguro pode ser apenas uma ilusão. Pensa um pouco comigo… será que há algo observando você agora?


Era uma noite tranquila nos dormitórios da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos. Uma jovem voltava de uma festa que terminava por volta das três da manhã, cansada e ainda sentindo o eco da música nos ouvidos. Por consideração, e sabendo que sua colega de quarto precisava descansar, deixou a luz apagada ao entrar no quarto. Trocou de roupa rapidamente, jogou a bolsa no canto e se atirou na cama, desejando que o exame do dia seguinte não fosse tão difícil quanto temia. O silêncio do dormitório parecia confortável, quase acolhedor, e o ritmo lento de sua respiração misturava-se ao som distante da universidade adormecida. A jovem fechou os olhos, sentindo que o calor do cobertor a protegia, e se deixou levar pela sonolência. O que parecia ser apenas uma noite comum estava prestes a se transformar em algo que desafiaría toda lógica e segurança que ela conhecia. A sensação de tranquilidade foi interrompida por pequenos detalhes que ela nem percebeu no início: sombras incomuns nos cantos do quarto e um leve cheiro metálico no ar que poderia ser apenas imaginação.

Quando o alarme disparou às sete da manhã, o som estridente cortou a tranquilidade, e a jovem abriu os olhos ainda atordoada. O que encontrou fez seu corpo congelar de imediato. Um grito involuntário escapou de sua boca quando percebeu a cena: o corpo de sua amiga espalhado de forma impossível pelo quarto, mergulhado em sangue. Os braços e pernas estavam em posições antinaturais, quase mecânicas, e o rosto parecia desprendido do crânio, repousando sobre o travesseiro com uma expressão irreconhecível. Cada detalhe da cena era mais horrível do que ela conseguia compreender, e o quarto, que antes era seguro, parecia agora um pesadelo tangível. O cheiro metálico se intensificou, preenchendo o ar de maneira sufocante, e o silêncio do dormitório deixou de ser reconfortante, transformando-se em um amplificador do terror.

O choque fez seu corpo tremer enquanto seus olhos percorriam o chão, a escrivaninha e as paredes, tentando encontrar alguma lógica naquele caos. Sangue escorria pelos móveis, misturando-se com objetos que antes pareciam comuns, mas agora pareciam grotescos e irreconhecíveis. A jovem mal podia respirar, tentando se afastar da cena, mas os músculos travados e o medo paralisante não deixavam que ela se movesse. A sensação de que algo invisível a observava aumentava a cada instante, como se o quarto inteiro estivesse vivo, reagindo à sua presença. Ela percebeu então que a cena tinha sido preparada, como uma mensagem, e seu olhar foi atraído para a porta.

Na porta, escrita em letras enormes e tremulantes com o sangue de sua amiga, uma frase congelou seu corpo e mente: “VOCÊ NÃO ESTÁ FELIZ POR NÃO TER ACENDIDO A LUZ?” O horror tomou conta completamente. Cada batida do coração parecia ecoar pelo quarto, cada respiração era insuficiente diante do que via. O choque, a incredulidade e o medo se misturavam, tornando impossível qualquer movimento ou raciocínio lógico. O que antes parecia seguro, familiar e cotidiano agora era palco de um pesadelo indescritível. A jovem desmaiou, caindo sobre o chão frio, enquanto o eco da frase gravada com sangue reverberava em sua mente, e o quarto, silencioso e escuro, parecia esperar que ela acordasse para perceber que nada jamais seria igual.

Sonhador nato desde pequeno, Designer Gráfico por formação e sempre empenhado em salvar o reino de Hyrule. Produtor de Eventos e CEO da Host Geek, vem lutando ano após ano para trazer a sua terra toda a experiência geek que ela merece.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *